Como é ser desabrigado em NY- Gambles Band

Ser desabrigado aqui ou lá…dureza!
mais em https://www.youtube.com/user/thisisgambles

Anúncios

Carro Usado: quantos donos ele já teve?(faça a pesquisa!)

Quando comprar um veículo usado, é possível saber quantos donos ele já teve
Entre no site do DPVAT – vide abaixo o link –
– clicar em “Saiba se o seu DPVAT está em dia
– clicar em “Outros Veículos”, preencher a “Opção 1″ ou a “Opção 2″.
 A seguir, no quadro Exercício selecione os anos retroativos até o ano de fabricação
do veículo mantendo a tecla SHIFT pressionada, preencha os dígitos verificadores e
clique em “Pesquisar”. Você saberá até o nome dos proprietários e por quantos anos
estes ficaram com o veículo. É um ótimo recurso para quem vai comprar um carro
usado numa agência, que anuncia como :“Único Dono”.

http://www.dpvatseguro.com.br/

Se o mundo fosse uma vila de 100 pessoas…If world were a village of 100 people

6 pessoas teriam 59% da riqueza (todos dos EUA).
20 pessoas dividiriam entre sí 2 % da riqueza.
e 74% teriam que disputar 39% do dinheiro ou riquezas… …17 não teriam água limpa/potável.
83 consumiriam água em condições.

1 pessoa morreria.
2 pessoas nasceriam

48 pessoas não poderiam agir, falar de acordo com sua fé e consciência sob
pena de prisão, tortura ou morte.
52 poderiam agir livremente.

99 não teriam concluído o ensino médio.
1 pessoa teria concluído o ensino médio.


Veja mais sobre o planeta hoje nas postagens dos dias anteriores.
See more about our “planet today” at the oldest posts.

Hoje é Sábado -Vinicius de Morais


I

Hoje é sábado, amanhã é domingo
A vida vem em ondas, como o mar
Os bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na cruz para nos salvar.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Amanhã não gosta de ver ninguém bem
Hoje é que é o dia do presente
O dia é sábado.

Impossível fugir a essa dura realidade
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas
Todos os maridos estão funcionando regularmente
Todas as mulheres estão atentas
Porque hoje é sábado.

II

Neste momento há um casamento
Porque hoje é sábado
Hoje há um divórcio e um violamento
Porque hoje é sábado
Há um rico que se mata
Porque hoje é sábado
Há um incesto e uma regata
Porque hoje é sábado
Há um espetáculo de gala
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que apanha e cala
Porque hoje é sábado
Há um renovar-se de esperanças
Porque hoje é sábado
Há uma profunda discordância
Porque hoje é sábado
Há um sedutor que tomba morto
Porque hoje é sábado
Há um grande espírito-de-porco
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que vira homem
Porque hoje é sábado
Há criançinhas que não comem
Porque hoje é sábado
Há um piquenique de políticos
Porque hoje é sábado
Há um grande acréscimo de sífilis
Porque hoje é sábado
Há um ariano e uma mulata
Porque hoje é sábado
Há uma tensão inusitada
Porque hoje é sábado
Há adolescências seminuas
Porque hoje é sábado
Há um vampiro pelas ruas
Porque hoje é sábado
Há um grande aumento no consumo
Porque hoje é sábado
Há um noivo louco de ciúmes
Porque hoje é sábado
Há um garden-party na cadeia
Porque hoje é sábado
Há uma impassível lua cheia
Porque hoje é sábado
Há damas de todas as classes
Porque hoje é sábado
Umas difíceis, outras fáceis
Porque hoje é sábado
Há um beber e um dar sem conta
Porque hoje é sábado
Há uma infeliz que vai de tonta
Porque hoje é sábado
Há um padre passeando à paisana
Porque hoje é sábado
Há um frenesi de dar banana
Porque hoje é sábado
Há a sensação angustiante
Porque hoje é sábado
De uma mulher dentro de um homem
Porque hoje é sábado
Há uma comemoração fantástica
Porque hoje é sábado
Da primeira cirurgia plástica
Porque hoje é sábado
E dando os trâmites por findos
Porque hoje é sábado
Há a perspectiva do domingo
Porque hoje é sábado

III

Por todas essas razões deverias ter sido riscado do Livro das Origens,
ó Sexto Dia da Criação.
De fato, depois da Ouverture do Fiat e da divisão de luzes e trevas
E depois, da separação das águas, e depois, da fecundação da terra
E depois, da gênese dos peixes e das aves e dos animais da terra
Melhor fora que o Senhor das Esferas tivesse descansado.
Na verdade, o homem não era necessário
Nem tu, mulher, ser vegetal, dona do abismo, que queres como
as plantas, imovelmente e nunca saciada
Tu que carregas no meio de ti o vórtice supremo da paixão.
Mal procedeu o Senhor em não descansar durante os dois últimos dias
Trinta séculos lutou a humanidade pela semana inglesa
Descansasse o Senhor e simplesmente não existiríamos
Seríamos talvez pólos infinitamente pequenos de partículas cósmicas
em queda invisível na
terra.
Não viveríamos da degola dos animais e da asfixia dos peixes
Não seríamos paridos em dor nem suaríamos o pão nosso de cada dia
Não sofreríamos males de amor nem desejaríamos a mulher do próximo
Não teríamos escola, serviço militar, casamento civil, imposto sobre a renda
e missa de
sétimo dia.
Seria a indizível beleza e harmonia do plano verde das terras e das
águas em núpcias
A paz e o poder maior das plantas e dos astros em colóquio
A pureza maior do instinto dos peixes, das aves e dos animais em [cópula.
Ao revés, precisamos ser lógicos, freqüentemente dogmáticos
Precisamos encarar o problema das colocações morais e estéticas
Ser sociais, cultivar hábitos, rir sem vontade e até praticar amor sem vontade
Tudo isso porque o Senhor cismou em não descansar no Sexto Dia e [sim no Sétimo
E para não ficar com as vastas mãos abanando
Resolveu fazer o homem à sua imagem e semelhança
Possivelmente, isto é, muito provavelmente
Porque era sábado.

VINÍCIUS DE MORAIS

A vida das mulheres (opinião de um escritor português)

Será mesmo assim aqui no Brasil?

“A vida das mulheres decide-se num prazo muito curto. Até aos vinte e cinco anos podem ter todos os sonhos. As pobres podem acreditar que encontrarão o homem que as fará ricas; as feias que descobrirão quem as aprecie e ame tal como são; as tristes que há-de acontecer alguma coisa que as tornará alegres. Mas aos trinta anos grande parte destes sonhos estarão desfeitos. Poucas terão sido aquelas que os concretizaram. A realidade sobrepôs-se à ilusão. A vida já traçou à maioria delas o destino: as que não casaram deverão começar a habituar-se a viver solteiras, as que não tiveram filhos deverão começar a afeiçoar-se aos sobrinhos, as que não encontraram um homem rico deverão conformar-se à ideia de que terão de poupar toda a vida, as que não descobriram a felicidade deverão aceitar o mundo tal como é. Tantas ilusões perdidas! A vida da maior parte das mulheres decide-se dos vinte e cinco para os trinta anos.[…] Quantas são as mulheres que encontraram o homem que idealizaram? Dos vinte e cinco para os trinta anos as raparigas descem das nuvens. Pousam no chão. Passam da novela da rádio à vida real. Dos cromos dos artistas de cinema aos homens de carne e osso. Deixam de poder sonhar com o futuro para terem de se preocupar com o presente.”

José António Saraiva, O último Verão na Ria Formosa, Lisboa,
Publicações D. Quixote, 2001, p. 226.