Tiro com arco e flecha (esqueceu do vidro!)

arco e  flecha num jardim de inverno.

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Caminhão Novo

enviado pelo amigo Silvio L.
                                             Caminhão Novo

Num belo dia de sol, Sr. Mário, um caminhoneiro muito trabalhador, chega em casa todo orgulhoso e chama sua mulher e filhos para ver o lindo caminhão que comprara depois de longos e árduos 20 anos de trabalho.

Era o primeiro caminhão que conseguira comprar depois de tantos anos de sufoco e estrada.

A partir daquele dia, finalmente seria seu próprio patrão.

No entanto, ao chegar à porta de sua casa para mostrar o caminhão à família, encontra seu filhinho caçula de 6 anos, martelando alegremente a lataria do reluzente caminhão.

Irado e aos berros pergunta o que o filho estava fazendo.

Sem nem ouvir a resposta, completamente fora de si, pega o martelo da mão da criança e faz o mesmo que o menino fazia, só que desta vez usa o martelo impiedosamente nas mãos do garoto, que se põe a chorar desesperadamente sem entender o que estava acontecendo.

A mulher do caminhoneiro, corre em socorro do filho, mas pouco pôde fazer.

Chorando junto ao filho, consegue trazer o marido à realidade, e juntos levam o garoto ao hospital para cuidar dos ferimentos provocados.

Passadas várias horas de cirurgia, o médico desconsolado e bastante abatido, chama os pais e informa que as dilacerações foram de tão grande extensão, que todos os dedos da criança tiveram que ser amputados. Porém, o menino era forte e resistira bem ao ato cirúrgico, devendo os pais aguardá-lo no quarto.

Ao acordar, o menino ainda sonolento esboçou um sorriso e disse ao pai:

– Papai, me desculpe. Eu só queria consertar seu caminhão, como você me ensinou outro dia. Não fique bravo comigo!

O pai, enternecido e profundamente arrependido, deu um forte abraço no filho e disse que aquilo não tinha mais importância. Não estava bravo e sim arrependido de ter sido tão duro com ele e que a lataria do caminhão nem tinha estragado.

Então o garoto perguntou:

– Quer dizer que não está mais bravo comigo?

– É claro que não! – respondeu o pai.

Ao que o menino pergunta:

– Se estou perdoado papai, quando meus dedinhos vão nascer de novo?
Nos momentos de raiva cega, machucamos as pessoas que mais amamos, e muitas vezes não podemos sarar a ferida que deixamos. Nesses momentos, tente parar e pensar em suas atitudes, a fim de evitar que os danos sejam irreversíveis.

Do site:
http://www.planetamais.com.br/
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