Como se fala no Rio Grande do Sul…letras G até Z / words only found here in this state

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G
Gadaria: Porção de gado, grande quantidade de gado, o gado existente em uma estância ou em uma invernada.
Gado chimarrão: Gado alçado, xucro, sem costeio.
Galpão: Construção existente nas estâncias destinadas ao abrigo de homens e de animais; O galpão característico do Rio Grande do Sul é uma contrução rústica, de regular tamanho, em geral de madeira bruta e parte de terra batida, onde o fogo de chão está sempre aceso. Serve de abrigo e aconchego à peonada da estância e a gualquer tropeiro ou gaudério que dele necessite.
Garrão: calcanhar
Gato: Bebedeira, porre, embriaguez.
Gaudério: s. e adj. Pessoa que não tem ocupação séria e vive à custa dos outros, andando de casa em casa. Parasita, amigode viver à custa alheia.
Graxaim: s. Guaraxaim, sorro, zorro. Pequeno animal semelhante ao cão, que gosta de roer cordas, principalmente de couro cru e engraxadas ou ensebadas, e de comer aves domésticas. Sai, geralmente, à noite. É muito comum em toda a campanha.
Gringo: s. Denominação dada ao estrangeiro em geral, com exceção do português e do hispano-americano.
Guaiaca: s. Cinto largo de couro macio, às vezes de couro de lontra ou de camurça, ordinariamente enfeitado com bordados ou com moedas de prata ou de ouro, que serve para o porte de armas e para guardar dinheiro e pequenos objetos.
Guaipeca: s. Cão pequeno, cusco, cachorrinho de pernas tortas, cãozinho ordinário, vira-lata, sem raça definida. ; Adj.Pequeno, de minguada estatura. ; Aplica-se, também, às pessoas, com sentido depreciativo.
Guapo: Forte, vigoroso, valente, bravo.
Guasca: Tira, corda de couro crú, isto é, não curtido;Homem rústico, forte, guapo, valente.
Guasqueaço: s. Pancada, golpe dado com guasca. Relhaço, relhada, chicotada, chibatada, correada, açoite.
Guri: s. Criança, menino, piazinho, serviçal para trabalhos leves nas estâncias.
H
Há Cachorro na Cancha: Significa que há alguma coisa atrapalhando a execução de determinado plano.
Haraganear: Andar solto o animal por muito tempo, sem prestar serviço algum.
I
Iguaria: Culinária.
Incebando: enrolando, fazendo cera, matando tempo.
Infeliz: Assemelha-se ao animal. Diz-se da pessoa que consegue atingir os extremos da ignorância ou burrice.Tipo: “Mas como esse infeliz foi fazer isso?”
Ingrupi: enganar, trapacear.
Ínôzá: amarrar, enrolar (nos dois sentidos)já viu palavra com todas as sílabas com acento?Intertê: fazer passar o tempo com algo.
Inticá: provocar.Invaretado: nervoso.
Invernada: Grande extensão de campo cercado. Nas estâncias, geralmente, há diversas invernadas: para engordar, para cruzamento de raças, etc.
J
Japona: jaqueta de lã ou de nylon.
Jóssa: coisa. Tipo: “Essa jóssa não funciona!”
Judiá: mal tratar.
Juiz: Pessoa que julga a chegada dos parelheiros, nas carreiras, em cada laço. O mesmo que julgador.
Jururu: Cabisbaixo, tristonho, abatido.
K
Kakedo: pessoas que não valem nada.
L
Lábia: Abilidade de conversa.
Légua: Medida itinerária equivalente a 3.000 braças ou 6.600 metros. O mesmo que légua de sesmaria.
M
Maleva: Bandido, malfeitor, desalmado; Cavalo infiel, que por qualquer coisa corcoveia.
Malinducado: mal educado
Maludo: Cavalo inteiro, garanhão. Diz-se do animal com grandes testículos.
Mangueira: s. Grande curral construído de pedra ou de madeira, junto à casa da estância, destinado a encerrar o gado paramarcação, castração, cura de bicheiras, aparte e outros trabalhos.
Manotaço: Pancada que o cavalo dá com uma das patas dianteiras, ou com ambas; Bofetada, pancada com a mão dada por pessoa.
Mijar: v. o mesmo que “mijada”, urinar. “Tomar uma mijada” = “ganhar uma bronca de alguém”
N
Negrinho: (1)Designação carinhoso que se dá a crianças ou a pessas que se tem afeição.(2) O doce que em outros lugares do Brasil é conhecido como “Brigadeiro”
Num Upa: Num abrir e fechar de olhos; De golpe; Rapidamente.
O
Oigalê: Ezprime admiração, espanto, alegria.
Orelhano: Animal sem marca, nem sinal.
P
Paiêro: fumo de palha
Paisano: Do mesmo país; Compatriota, Amigo, Camarada.
Palanque: s. Esteio grosso e forte cravado no chão, com mais de dois metros de altura e trinta centímetros aproximadamente de diâmetro, localizado na mangueira ou curral, no qual se atam os animais, para doma, para cura de bicheiras ou outros serviços.
Pânca: modo de se portar, Tipo: “Panca de motoqueiro” (jeito de motoqueiro)
Papudo: s. e adj. Indivíduo que tem papo. Balaqueiro, jactancioso, blasonador. O termo é empregado para insultar, provocar, depreciar, menosprezar outra pessoa, embora esta não tenha papo.
Pare, home do céu: parar. Tipo: “se par de bobo” e “deusolivre home.
Pardal: radar fixo.
Passar um pito: Repreender, descompor.
Patrão: Designação dada ao presidente de CTG – Centro de Tradições Gaúchas.
Patrão-Velho: Deus.
Pau: similar ao cacete; pedaço de pau, madeira ou similar.Tipo: “Fulano tomou um cacete do ciclano” = “tomou um pau ou uma surra”
Pelea: s. Peleja, pugilato, contenda, briga, rusga, disputa, combate, luta entre forças geligerantes.
Pelear: v. Brigar, lutar, combater, pelejar, teimar, disputar.
Pestiado: com alguma doença.
Petiço: s. Cavalo pequeno, curto, baixo.
Pexada: acidente.Piá: s. Menino, guri, caboclinho.
Piquete: s. Pequeno potreiro, ao lado da casa, onde se põe ao pasto os animais utilizados diariamente.
Podá: ultrapassar, ou cortar, o mesmo que podá.
Poncho: s. Espécie de capa de pano de lã, de forma retangular, ovalada ou redonda, com uma abertura no centro, por onde se enfia a cabeça. É feito geralmente de pano azul, com forro de baeta vermelha. É o agasalho tradicional do gaúcho do campo. Na cama de pelegos, serve de coberta. A cavalo, resguarda o cavaleiro da chuva e do frio.
Potrilho: s. Animal cavalar durante o período de amamentação, isto é, desde que nasce até dois anos de idade. Potranco, potreco, potranquinho.
Pozá: dormir em algum lugar.
Q
Queixo-Duro: Cavalo que não obedece facilmente a ação das rédeas.
Quero-Mana: Denominação de antigo bailado campestre, espécie de fandango. Canto popular executado ao som de viola.
R
Rancho: compra do mês.
Rebenque: s. Chicote curto, com o cabo retovado, com uma palma de couro na extremidade. Pequeno relho.
Regalo: Presente, brinde.
Relampejando: trovejando.
Relho: Chicote com cabo de madeira e açoiteira de tranças semelhantes à de laço, com um pedaço de guasca na ponta.
Reponte: Ato de tocar por diante o gado de um lugar para o outro.
Repontar: v. Tocar o gado por diante de um lugar para outro.
Resbalão: escorregar.
S
Sair Fedendo: Fugir à disparada.
Sanga: s. Pequeno curso d’água menor que um regato ou arroio.
Selin: Sela própria para uso da mulher.
Sesmaria: Antiga medida agrária correspondente a três léguas quadradas, ou seja a 13.068 hectares. São 3000 por 9000 braças; ou 6.600 por 19.800 metros; ou ainda, 130.680.000 metros quadrados.
Sinalêra: semáforo
Soga: s. Corda feita de couro, ou de fibra vegetal, ou, ainda, de crina de animal, utilizada para prender o cavalo à estaca ou ao pau-de-arrasto, quando é posto a pastar. ; Corda de couro torcido ou trançado, que liga entre si as pedras das boleadeiras. ; O termo é usado também em sentido figurado.
Surungo: s. Arrasta pé, baile de baixa classe, caroço.
T
Taco: Diz-se ao indivíduo capaz, hábil, corajoso. guapo.
Táio: corte. Tipo: “Fulano deu um taio nos dedo”.
Taipa: s. Represa de leivas, nas lavouras de arroz. Cerca de pedra, na região serrana.
Taita: Indivíduo valentão, destemido, guapo.
Tala: Nervura do centro da folha do jerivá. Chibata improvisada com a tala do jerivá ou com qualquer vara vlexivel.
Talagaço: Pancada com tala. Chicotaço.
Talho: s. Ferimento.
Tapera: s. Casa de campo, rancho, qualquer habitação abandonada, quase sempre em ruínas, com algumas paredes de pé ealgum arvoredo velho. Adj. Diz-se da morada deserta, inabitada, triste.
Tchuco: bêbado
Tirador: s. Espécie de avental de couro macio, ou pelego, que os laçadores usam pendente da cintura, do lado esquerdo, para proteger e o corpo do atrito do laço. Mesmo quando não está fazendo serviços em que utilize o laço, o homem da fronteira usa, freqüentemente, como parte da vestimenta, o seu tirador que, por vezes, é de luxo, enfeitado com franjas, bolsos e coldre para revólver.
Tosa: s. Tosquia, toso, esquila.
TRADIÇÃO GAÚCHA: Vocábulos usados no plural, significando o rico acervo cultural e moral do Rio Grande do Sul no campo literário, folclórico, musical, usanças, adagiário, artesanato, esportes e atividades culturais.
Tranco: Passo largo, firme e seguro, do cavalo ou do homem.
Tramposo: Intrometido, trapaceiro, velhaco.
Trem: Sujeito inútil.
Três-Marias: Boleadeiras.
Tri atucanado: muito ocupado.
Tronqueira: s. Cada um dos grossos esteios colocados nas porteiras, os quais são providos de buracos em que são passadasas varas que as fecham.
Tropeiro: s. Condutor de tropas, de gado, de éguas, de mulas, ou de cargueiros. Pessoa que se ocupa em comprar e vender tropas de gado, de éguas ou de mulas. Peão que ajuda a conduzir a tropa, que tem por profissão ajudar a conduzir tropas. O trabalho do tropeiro é um dos mais ásperos, pois, além das dificuldades normais da lida com o gado, é feito ao relento, dia e noite, com chuva, com neve, com minuano, com soalheiras inclementes, exigindo sempre dedicação integral de quem o realiza.
Trupicá: tropeçar.Tunda de laço: apanhar
U
Uma-de-pé: Uma briga, conflito, luta.
Urupuca: Armadilha para pegar passarinhos; Trapaça.
Usted: Você. Usado só na fronteira.
V
Vacaria: (1) Grande número de vacas; Grande extensão de campo que os jesuítas reservavam para criação de gado bovino. (2) Cidade ao Norte do Estado.
Varar: Atravessar, cruzar.
Vareio: Susto, sova, surra, repreensão.
Vaza: Vez, oportunidade. Também utilizado como “saia daqui” Tipo: “Vaza daqui.. “Vil: Covarde, desanimado, fraco.
Vivente: Pessoa, criatura, indivíduo.
Vortiada: passeio. Tipo: “Vamos dar uma vortiada no parque?”.
X
Xepa: Comida. Tipo: “Fulano pegou a rapa da xepa” = a rapa da panela
Xerenga: Faca velha, ordinária.
Ximia: doce de passar no pão.
Xiru: O mesmo que chiru.
Xucro: Diz-se ao animal ainda não domado, bravio arrisco.
Z
Zarro: Incômodo, difícil de fazer, chato.Zunir: Ir-se apressadamente.

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…DITADOS GAÚCHOS…(popular south’s Brasil expressions)

Ditados Gaúchos:

enviado pelo amigo Silvio L.

Mais quieto que guri cagado

Mais ligado que rádio de preso

Mais curto que coice de porco

Firme que nem prego em polenta

Mais nojento que mocotó de ontem

Saracoteando mais que bolacha em boca de véia

Solto que nem peido em bombacha

Mais curto que estribo de anão

Mais pesado que sono de surdo

Calmo que nem água de poço

Mais amontoado que uva em cacho

Mais perdido que cego em tiroteio

Mais perdido que cachorro em dia de mudança

Mais perdido do que cusco em procissão

Mais faceiro que guri de bombacha nova

Mais assustado que véia em canoa

Mais angustiado que barata de ponta-cabeça

Mais por fora que quarto de empregada.

Mais sofrido que joelho de freira em semana Santa.

Feliz que nem lambari de sanga

Mais ansioso que anão em comício.

Mais apertado que bombacha de fresco.

Mais apressado que cavalo de carteiro.

Mais arisca do que china que não quer dar.

Mais atirado que alpargata em cancha de bocha.

Mais baixo que vôo de marreca choca.

Mais bonita que laranja de amostra.

De boca aberta que nem burro que comeu urtiga.

Mais chato que gilete caída em chão de banheiro.

Mais caro que argentina nova na zona.

Mais cheio que corvo em carniça de vaca atolada.

Mais constrangido que padre em puteiro.

Mais conhecido que parteira de campanha.

Mais comprido que puteada de gago.

Mais comprido que cuspe de bêbado.

Mais coxuda que leitoa em engorde.

Devagarzito como enterro de viúva rica.

Mais difícil que nadar de poncho.

Mais duro que salame de colônia.

Mais encolhido que tripa na brasa.

Extraviado que nem chinelo de bêbado.

Mais faceiro que mosca em tampa de xarope.

Mais faceiro que ganso novo em taipa de açude.

Mais faceiro que pica-pau em tronqueira.

Mais feliz que puta em dia de pagamento de quartel.

Mais feio que briga de foice no escuro.

Mais feio que sapato de padre

Mais feio que paraguaio baleado.

Mais feio que indigestão de torresmo.

Mais firme que palanque em banhado.

Mais por fora que cotovelo de caminhoneiro.

Mais gasto que fundilho de tropeiro.

Mais gostoso que beijo de prima

Mais grosso que dedo destroncado.

Mais grosso que rolha de poço.

Mais grosso que parafuso de patrola.

Mais informado que gerente de funerária.

Mais medroso que cascudo atravessando galinheiro.

Mais nervoso que potro com mosca no ouvido.

Quente que nem frigideira sem cabo.

Mais sério que defunto.

Mais sujo que pau de galinheiro.

Tranqüilo que nem cozinheiro de hospício.

Tranqüilo que nem água de poço.

Bobagem é espirrar na farofa.

Mais gorduroso que telefone de açougueiro.

Mais perdido que cebola em salada de frutas.

Mais feliz que gordo de camiseta

Mais chato que chinelo de gordo